quinta-feira, 22 de julho de 2004

Não deixem de ler " Hoje eu acordei... E não dormi de novo!!!?! - Enquanto isso na Terra...

...

Alguns outros dizeres muito importantes:
“a arte nunca mais foi a mesma.
”Pobre conclusão.
Amigos, ainda bem.
O cinema ????????!
Ainda pode-se questionar...
 
Always Rosebud “ ?!?!?!?!?!?!?!?!? ” 
  
A musica deveria ser anônima.
 
 

O estribilho


E os idílios de nossos queridos ídolos

nada de suas contradições especulativas
e nada de nossos desejos reprimidos ou favos de mel
as letras desorientadas ditam o ritmo
e as condições de temperatura ambiente
o que mais interessa ao povo ?!?!
como fico feliz ao conhecer os sons do mundo pequeno e gelado
uma combinação musical
a mais bela dos penúltimos temp.........
a tecnologia não é suficiente para a contenção.
Qual seria o verdadeiro motivo
De um estribilho ????

Mais alguma coisa senhor??!!?

Lembrem-se!!! O ser é passível de qualquer coisa... Ou não!!!?!!? 

Hoje temos algo que escrevi há tempos, e faz parte das minhas Incoerências.
Vejamos.


... 

O vasto desejo
Do alcoólatra anônimo.
i
O domínio está nas axilas do poder
Não nos importamos.
 
Sampler de “Assim caminha a humanidade”

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Hoje acordei... E não dormi de novo!?!?!?!?!?!


     Acordei com desejos vagos que pressionavam-me a fazer algo que, por muitas vezes neguei, e me arrependi. Tais desejos martelavam meus neurônios com tanta força, que  sentia até os dedos dos pés. Os pés estavam congelados com o frio sóbrio que permeia a cidade. E meu corpo atrofiado sob roupas negras de outono.
     Quando percebi que tais desejos faziam parte de meu passado, tive uma convulsão de sonhos intermináveis e pesadelos  sarcásticos. Cai no chão. Tremia como um velho insano prestes a finalizar sua passagem. Sentia dores que nunca sentira. Tive receios que nunca tivera. Meus dedos congelaram-se, e não sentia mais meu corpo. Não sentia mais nada. Nem menos sabia onde estava.
     Entrei no vagão dores de Daniel, e regorgitei o que de mais podre pode conter um ser humano... Ou algo travestido de humano. E depois de alguns minutos ou horas, acordei novamente.

     Estava em algum lugar no passado, ou no futuro... Em algum lugar perto do anjo rejeitado por amar. Podia ver suas asas enormes e ouvir alguns dizeres melancólicos. Não me permitia tomar a palavra. E sua voz esvaia-se através de megafones afinados em mi, por todos os cantos daquela sala escura com um sofá vermelho.
     Entrei em outra porta e resolvi descansar. Mas um silêncio confortante incomodava o ambiente seco envolto por brumas sólidas. Um velho se dirigiu à mim, como se me conhecesse há tempos. Suas palavras causavam asco. Tornei-me algo sem escrúpulos e sem destino??? Perguntei ao velho de barba branca e calças brancas, sem camisa. Mas não me lembro de ouvir sequer uma palavra. Fui contido pela usura.

     Acendi um cigarro que traguei por duas vezes. Assombrado, corri até a porta. Mas estava trancada. O sentimento de perda tomou conta do meu lado direito do cérebro, e passei a sussurrar mantras de perdão. Os quais nunca ouvira antes.  A porta se abriu, deixando entrar uma fumaça densa e úmida, sem cor.
     E ela apareceu entre as brisas áridas, montando seu cavalo negro alado. Carregava uma bandeira e um jarro. Desceu do cavalo, fincou a bandeira no chão e estendeu-me a mão oferencendo o jarro. Atentado, tomei o jarro de suas mãos e me deliciei com tal bebida, mesmo sem sentir cede.
     A culpa passou a conter meus sentimentos e o prazer que sentia ao bebericar aquela infusão refrescante. Me dei conta de que tudo não passava de um sonho, ou um pesadelo. E me vi deitado em uma cama com uma mulher e uma taça de vinho francês. E pelo bouquet, se tratava de um bordeax Petrus safra 67, uma das melhores da história dos meus filhos.
     E foi assim que percebi o quanto é importante viver ao lado de quem vc ama, mesmo que seu amor for reprimido pelo caos. Ou pelo sonho.

sábado, 17 de julho de 2004

Vem fazer Grú Grú!!!!!!!!!!


   Tem certos momentos na vida que, por mais inúteis e inesperados que sejam, ficam marcados.  
Ontem, quando voltava pra casa... encontrei, nada mais nada menos que,  Serginho Malandro... Dá pra acreditar???? E confesso que foi mais emocionante do que, quando vi o Juninho Bill. Lembram??? Trem da Alegria...   
Mas Sérgio Malandro... Que loucura... E o cara tá acabadão... Só o pó!!! Em todos os sentidos expressos por estas 3 palavras.  
Aí fiquei pensando... Seria ele um cara legal??? Um cara inteligente??? 
E junto de nós, naquela pequena loja de conveniência, um bêbado... Que ficou, literalmente, tirando uma com a cara do Malandro. 
_ Vem fazer Grú grú!!! Grú Grú!!! 
_ Aí Malandro!!! Porra!!! 
E o Malandro olhou pra mim com um ar de: Que esse cara quer, meu!!!??
E deu um autógrafo ao bêbado... 
Olhou pra mim novamente e enrugou a testa... Tipo: Falo né!!!! E vc não vai deizer nada???? 
Sorriu e saiu em seu carrão conversível. Que com certeza tem  Car System. 
Fui pra casa rindo do acontecido e, ao mesmo tempo indiguinado, por não ter sequer, dito uma palavra ao Malandro. 
Mas o que me pareceu, é que fora das telinhas, ele é mais engraçado.





sexta-feira, 16 de julho de 2004

Hoje é dia de pomarola!!! Ou nâo!!?!?!?!!?!!?


 
O pessoal estava reclamando que eu não atualizo este blog... Então!!!  
Segue as cousas...   
What about something different.?.  
Remember.?!. The world is a wonderful place... But... We are the worst of it. 
Yes, we and not just me... 
   
Or not?!!?!?!?!?!?!?! 
 
Enquanto isso... nas profundezas da mente humana:  

E assim se fez o mundo.?. 
 
O objeto homem
E a lâmpada fria.
A relação entre o meio físico e,
Distorcidos, os fatos sintetizam estigmas
Dispersos em situações conflitantes
Às vezes sóbrias
O teatro de bonecos e a igreja dos pobres
A distância do sexo e o amor
O pudor e  a genitália enfurecida
Causa pânico a gastrite ,
a cirrose
Um anacronismo dilacerado divaga
A imagem difusa na letargia mórbida
Tristeza encantada
Espíritos de porco com galinhas pretas
Cruzes e espadas
A semiótica explícita
E a simbiose, sim aqui:  explain something different
As veias transbordam onomatopéias
A técnica em exceder as redundâncias
This is the real brazilian way of life, do you know !?!?!?!?!?!?!?!?!?....
A luz só pode ser negra
Ausência de algo. 

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E não é só isso... Posso oferecer a vocês... Algo mais?!!?!!?!?

Ou não!!?!!?!

Mesmo assim... 

Um dia cheguei em casa, e escrevi isso com a maior emoção... E o pior é que não me lembro por quê??? Ou não!!?!?!

Mas...

Olhos dizimados por...

Dizimaram-no-me merecidamente

Dizeres teus já não se fazem menos necessários.
Os olhos ardem por querer sem querer.                                                

Dizeis algo conveniente já que a conveniência está por todo lugar, e 24 horas

Dizeis algo...vai!!?!!!!!!!!

Insistente preguiça disfarçada; e com metáforas de omissão             

Imprevisível liderança psíquo-não-motora e indisciplinada                               

Os olhos ardem sem querer por querer.

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E no Cardápio de Hoje:

www.animamundi.com.br

Site do Festival que acontece em São Paulo de 21 a 25 de julho.

Vale a pena.

Som: O novo dos Beastie Boys... Bacanézimo... Ou seria... Bacanérrimo!!! Pra quem ainda não ouviu falar... Chama-se "To the five Boroughs"

Nota 9,0
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Bye bye Lucy!!!!?

sexta-feira, 9 de julho de 2004

Crônica Maldita... Ou não!!?!!?!!

SANTA TRIZTEZINHA: UMA TERRA SEM LEIS


Onze de Abril de 2004. Sábado de Aleluia. A noite prometia muito, afinal, após uma depressiva sexta-feira Santa, muitos, inclusive eu, aguardavam ansiosamente a festa que ocorreria no point da cidade, o Pitt Bull (estrangeirismo a parte).

Mas... Antes de descrever os fatos, creio na necessidade de fazer uma pergunta aos leitores. O Brasil ainda é um país comandado por coronéis?

A festa

Cheguei ao Pitt Bull por volta da meia-noite, um pouco tarde para os padrões terezinhenses, e logo senti que algo não cheirava bem. Sinceramente, sei que é ridículo, mas basta analisar o contexto pra perceber. Quaresma. Semana Santa. Sábado de Aleluia. Era hora de se libertar, recuperar o "tempo perdido". Carne, álcool, entre outras coisas... Tudo em excesso. Então...

A primeira briga aconteceu enquanto eu saboreava a primeira golada na minha primeira cerveja (por sinal, bem gelada). Assisti a tudo de camarote, e se não fosse ligeiro em meus passos, poderia ter levado alguns socos e pontapés de graça. Mesmo assim levei alguns empurrões. Coisa de moleque, como disseram muitos dos presentes, mas que foi feio, foi. Até a polícia aparecer para controlar os ânimos, alguém já tinha se machucado, ou tinha machucado alguém, sei lá. Não me lembro quantos foram presos, e se alguém fora, mas vi os policiais conduzindo alguns indivíduos para a viatura.

O fato me desanimou completamente. A música parou, e todos comentavam o caso, mesmo que sequer tenham visto, já que muitos correram para a rua durante a confusão. Uma pena eu não ter tido essa sorte.

A festa podia ter terminado ali, mas não. Após alguns minutos, tudo voltara ao normal. A música voltou a tocar sob o comando dos "Dj´s automotivos" (nada mais brega e estúpido e de mau gosto, mas...) e as pessoas voltaram a dançar, a beber, enfim, esqueceram do ocorrido.

Algum tempo depois, não sei quanto, mas quando tudo parecia estar bem, outra confusão. Dessa vez, neguei-me procurar o foco da mesma. O som parou novamente, e a polícia mais uma vez entrou em cena. Lembro-me de ter comentado com um policial. Na verdade fiz um pedido: Creio que vocês deveriam ficar por aqui até o final da festa. Não me lembro se o policial disse-me algo, mas posso afirmar que os vi por ali em seguida.

Bom... Tudo voltara ao normal novamente. A festa continuara e parecia que nada havia acontecido. Passado algum tempo... (tá parecendo estórias infantis!!?!!) E mais uma confusão. Desta vez, um pouco mais tranqüila. Se é que existe confusão tranqüila. Mas o fato é que as coisas tomaram outra proporção. E finalmente, a polícia resolveu intervir de maneira inteligente. Com a presença do jovem e mais recente delegado da cidade, a festa tinha hora pra acabar, e parecia que realmente ia acabar, mas...


E agora eu pergunto novamente. À mim e aos poucos leitores deste artigo: O Brasil ainda é um país comandado por coronéis? E ainda mais. Quem é a maior autoridade de um município? Para responder, descreverei os fatos que presenciei atentamente.

Após a interferência do jovem delegado, que proibira a continuação da festa, o vereador e também filho do prefeito de Santa Terezinha de Goiás, o qual não preciso citar o nome(para quem não o conhece, o nome é Paulo Henrique Portes), resolveu tomar uma atitude.

Os dois, o jovem delegado e o vereador e filho do prefeito (vale a pena frisar), encaminharam-se para o lado do bar e começaram a trocar desaforos. Pelo menos foi o que pude presenciar e perceber. Lembro-me perfeitamente das palavras do vereador e filho do prefeito ao delegado: "O Senhor está errado!!! O Senhor está errado!!! O Senhor não precisava acabar coma festa..."

E o delegado respondia: "Se você acha que eu estou errado, vá reclamar com o meu conselho!!! E citou desnecessariamente naquele momento, o problema do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, como referência para a ocorrência em Santa Terezinha, e desculpa, para o uso da força. Já que o jovem delegado havia, segundo o vereador e filho do prefeito, digamos, dado uns solavancos em um menino que nem sei quem é, nem muito menos assisti o fato citado pelo vereador e filho do prefeito.

E entres outras trocas de gentileza, o jovem delegado percebeu que ao seu redor, várias pessoas acompanhavam a discussão. Então indagou com um ar autoritário e u tanto quanto educado: Isso aqui não é um comício não, gente.!. Vamos dar licença, por favor. E eles foram para outro lado terminar a conversa.

Durante a discussão, podia-se ouvir as vaias por parte dos presentes, direcionadas ao jovem delegado. Realmente parecia um palanque. Mas de um lado, a maior autoridade da cidade, o jovem delegado. E do outro, o que acredita ser a maior, o vereador e filho do prefeito. Nesse caso acertou o jovem delegado de chamar aquilo de comício. Já que o vereador e filho do prefeito fazia sua políticagem.

"Eu sou político. Tenho que defender o povo." Foi uma das últimas frases que pude escutar, antes de tecer outro comentário com o policial que estava ao meu lado assistindo a tudo: "Isso é desacato a autoridade. O delegado tinha que dar voz de prisão ao vereador." O policial concordou comigo, mas nada podia fazer, afinal, era o vereador e filho do prefeito e ele, um mero soldado da policia militar.

Não sei como e nem por quê, embora possa crer... Mas a festa ainda continuou. E novamente o som automotivo ditava o ritmo da festa. Não se via mais, nem o jovem delegado, nem qualquer policial. Ou pelo menos eu e meus óculos não viram.

Após os emocionantes fatos, evadi-me do local, completamente arrependido de ter ido a tal festa.

Pensem consigo mesmos caros leitores. Quem é a autoridade máxima de um município? Qual a função de um vereador? Pela primeira vez na minha vida senti-me humilhado. Humilhado em ver aquela situação. Um mero vereador abusando irresponsavelmente de seu poder, se é que tenha algum. E um delegado, sinceramente, se acovardando diante parte da população da cidade. É muita humilhação para um mero mortal.

Poderia ter o delegado, se calado diante tais fatos? Onde estão as leis? Pra que elas servem? Ainda existe coronelismo no Brasil? Que me desculpem todos os que apoiavam o vereador e filho do prefeito, para a continuação da festa. Mas em um lugar onde portar armas é algo indiscriminado, a festa teria que ter acabado de qualquer maneira. Após uma seqüência de 3 assassinatos nos últimos meses, nada mais lógico e responsável, já que os ânimos estavam bem aflorados.

Vivemos em um país democrático, e, por incrível que pareça, temos liberdade de expressão (Em alguns momentos...). Mas casos como esses nos remetem aos tempos de nossos avós, quando ainda existiam os coronéis, que eram as verdadeiras autoridades de uma cidade. Pode um vereador estar acima de um policial, ou melhor, de um delegado? É pra isso que vocês votam, caros eleitores?

Pensem bem. As eleições estão chegando. Não quero através deste artigo, condenar o desempenho do vereador e filho do prefeito, diante suas responsabilidades como representante direto do povo na Câmara Municipal, eleito democraticamente. Até porque, estou afastado desta cidade há alguns anos. E nem quero mais discutir, se deveria ou não, continuar a festa.

Mas não posso concordar que o lugar do qual tenho orgulho de ter vivido, feito amigos e de ter deixado uma história que, por mais irrelevante que ela seja para muitos, não para mim, tenha políticos que não sabem qual, realmente é, sua função dentro da sociedade e dentro dos órgãos políticos do Estado.

Depois alguns me criticam por dizer: Santa Triztezinha de Goiás.




Indignado e Envergonhado, Marcos Belucci

Ps. Esta simples crônica, contra minha vontade, não foi publicada no jornal da cidade de Santa Terezinha de Goiás, para evitar problemas com as autoridades do município goiano. Mas muitas pessoas, inclusive os envolvidos, acabaram tendo acesso por outros meios.